Fernando Sodré
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Dez canções e uma viola de ponta cabeça - Por Dery Nascimento

Um instrumental que tem a viola como sua voz principal é o que iremos ouvir no CD “Viola de Ponta Cabeça” – terceiro do músico mineiro Fernando Sodré, lançado em junho de 2013, em Belo Horizonte. Sodré é um representante nato da nova safra de instrumentistas brasileiros. É ousado, e isso lhe permite buscar inovações e aperfeiçoamento técnico. O jovem músico é reconhecido como uma das mais importantes vozes da viola no mundo, universalizando-a numa excursão por territórios nunca antes visitados. “É um disco que me proporcionou experimentar toda a minha vivência até agora como instrumentista, principalmente nas improvisações, muito complexas na viola, por limitações do próprio instrumento. A viola tem afinação muito particular, então, para tocar coisas que fujam dessa afinação, fica muito complicado”, explica o violeiro.

O álbum foi desenvolvido com recursos próprios e os arranjos e direção musical são assinados por Sodré. Acompanham sua viola os músicos Irio Junior (piano), Esdra “Neném” (bateria) e Enéias Xavier (contrabaixo). Este último, além de integrar todas as faixas, dirige "Tão Bosco", música de sua autoria. Fernando mostra três canções autorais inéditas: "Viola de Ponta Cabeça", música que dá nome ao trabalho, "Chamaminas" e "Sagarana". As demais são releituras ousadas de clássicos, com influências de toda uma trajetória.

Ouça como se deve ouvir: feche os olhos e deixe-se conduzir por cada acorde. “Viola de Ponta Cabeça” (F.S.) tem um início interessante, em que todas as vozes dialogam até a viola de Sodré nos apresentar com uma melodia rica, envolvente. A segunda canção, “Chamaminas” (F.S.), além de mostrar uma comunhão ímpar entre os músicos da banda, traz a presença de Gabriel Grossi na harmônica, dando um brilho todo especial ao que já é belo. O saudoso Tom Jobim tem um de seus clássicos regravados pelo músico, que toma um cuidado todo especial em nos trazer de volta “Passarim”.

A quarta música do CD, “Sagarana” (F.S), tem introdução típica de um maracatu “ponta de lança”. A viola de Fernando só falta falar, fazendo com que a canção nos conduza por imagens sonoras... Vale a pena a audição. Outro clássico que ganha o respeito devido é “Lamentos do Morro” (Garoto). "Party in Olinda", de Toninho Horta, conta com a participação luxuosa do autor, que toca guitarra, violão e também dirige a faixa. Com participação especial de Alvimar Liberato, um dueto entre viola e violão de sete se ouve em “Jongo (Interrogando)”, de João Pernambuco. A seguir, do jovem músico e compositor Enéias Xavier, Sodré executa a bela “Tão Bosco”. Jobim é novamente visitado e, desta vez, “Samba do Avião” ganha nova roupagem. Para finalizar este trabalho, digno de ser clamado de clássico, nada melhor que “Ponteio” (Edu Lobo/Capinan).

Nós, amantes da boa música, não podemos deixar de ter em nossa CDteca esta preciosidade. Ouvir cada faixa é mergulhar num infinito de possibilidades sonoras... um verdadeiro bálsamo aos nossos ouvidos!

http://planetampb.blogspot.com.br/2014/01/dez-cancoes-e-uma-viola-de-ponta-cabeca.html

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