Fernando Sodré
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Literalmente de ponta-cabeça - Por Dery Nascimento

O domingo foi realmente especial para quem esteve nas dependências do Teatro do SESC Pompeia prestigiando o show “Viola de Ponta Cabeça”, do músico mineiro Fernando Sodré, que deixou todos de cabeça pra baixo e em transe a cada canção apresentada.

Fernando começa o show com a música que dá título ao seu terceiro CD, homônima do show, já mostrando porque estava ali. Acompanhado dos monstros instrumentistas, Irio Junior (piano), Enéias Xavier (baixo) e da lenda Esdra “Neném” (bateria), o show foi tomando uma proporção que era impossível piscar ou tirar os olhos do palco. Virtuose era quem se via na viola e nos demais instrumentos, quebrando tudo, literalmente. Como se não bastasse, Fernando, bom mineiro, tinha suas participações especiais para apresentar aos presentes. Gabriel Grossi foi o primeiro convidado e, de cara, ganhou o público com sua interpretação na gaita em Chamaminas (F.S.) e em outras canções durante o show.

Fernando não é só um violeiro, é um estudioso, um arranjador moderno que fez o Passarim (Tom Jobim) voar livre pela prateia, e com certeza teve a bênção do mestre. Um dueto de viola e “sete cordas” com uma naturalidade de que só os bons são capazes, foi o que Sódre e Alvimar Liberato proporcionaram no clássico “Interrogando” (João Pernambuco). Fernando chama ao palco o rei das harmonias, Toninho Horta, para se unir à banda em “Party in Olinda”, além de cantarem juntos o clássico “Beijo Partido”, ambas do convidado, tornando este um dos momentos mais belos do show. Sodré pode vender a viola e se aventurar como cantor – mandou muito bem! A “Tristeza do Zeca” foi um momento mágico, pois Gabriel na harmônica, Toninho no violão e Fernando na viola, transformaram o velho clássico num deleite para os ouvidos mais sensíveis. Sodré vai além das montanhas de Minas – é um músico que nasceu para o mundo com harmonias extremamente complexas e sofisticadas. “Tão Bosco”, música de seu baixista Enéias Xavier, é executada, mostrando que ele, além de gravar suas composições e regravações, abre espaço para seus companheiros. Pra finalizar em alta, novos arranjos para “Samba do Avião” (Tom Jobim) e “Ponteio” (Edu Lobo/Capinam). Já ouvi várias regravações desta última, mas com a interpretação que Sodré e seus pupilos deram a ela, estou pra ver.

Parabéns por permitirem que nosso domingo ficasse completamente de ponta-cabeça!

http://planetampb.blogspot.com.br/2014/01/literalmente-de-ponta-cabeca.html

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